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RPG PÓS-POTTER. 2023. HOGWARTS, MINISTÉRIO DA MAGIA & CIVIS.
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Trama

a. ARCOS

aviso de conteúdo sensível: Violência gráfica.
I.
Às 23:11 horas de 23 de Dezembro de 2006, Albert Cranderford encarava, atônito, a assinatura no final do manuscrito de cento e oito páginas que chegara a ele através do correio sete horas antes. Em anexo, havia uma carta com coordenadas para um encontro que teria de ocorrer dali a uma semana. Lá fora, a nevasca cobria as calçadas de Londres.

“A verdade oculta por Leonard Oivince: O mundo que não sabíamos existir.” era a manchete que estampava o The Times, abaixo da qual a imagem de Oivince, primeiro ministro birtânico aparecia, naquela manhã gelada do dia 31 de Dezembro de 2006. A imensa matéria, à qual havia sido destinada não menos do que quinze páginas, trazia a contemplação do absurdo para uma sociedade demasiado cética: A existência de bruxos deveria ter sido recebida com imensa surpresa; ao contrário, foi considerada como o maior escárnio da História dos periódicos ingleses. Albert Cranderford foi encontrado enforcado no próprio apartamento oito dias depois de ser desacreditado pela sociedade – em sua carta de despedida havia duas palavras que competiam pela quantidade: Vergonha e Verdade.

As câmeras de todas as redes televisivas da Grã-Bretanha estavam do lado de fora do parlamento britânico, enquanto esperavam a reunião que decidiria o novo primeiro ministro. Eufórica, a população estava reunida ao redor da certeza de que Julius Agbonlahor seria o líder que levaria a Inglaterra para um outro nível da economia internacional, evitando assim que as novas teses de esquerda se enraizassem no coração de sua sociedade conservadora: “Pela ordem!” eles diziam. É importante dizer que aquele era o dia 24 de Junho de 2007 e jamais seria esquecido não por conta das questões políticas, mas por causa do homem que chamou a atenção de todas as câmeras e das multidões ao proferir sua voz como um trovão. Todos os trouxas viram um objeto de madeira, em sua mão, apontado para sua garganta, enquanto sua voz era amplificada. Não que houvesse uma mensagem a ser passada; ele queria apenas atenção para o que viria depois: O grande dragão de fogo criou vida e ceifou a vida de quarenta e sete trouxas, aniquilando-os instantaneamente, carbonizando por completo seus corpos. Depois, as chamas, agora mais inquietas por terem sido alimentadas pelas vidas civis que ali estavam, se dirigiram famintas ao parlamento, e lá, indiferentes ao que ocorria nas ruas, todos os que decidiam o futuro do país foram tomados pela fúria do fogo e do passado, que renascia inclemente no olhar do homem que conjurava o caos. As sirenes foram ouvidas no mesmo instante em que sons distantes e agudos se pronunciaram em meio à confusão. Duas balas perfuraram o crânio do bruxo, e ele caiu sem vida sobre o chão.

Dez anos se passaram desde o incidente inexplicável em frente ao parlamento. O ano era 2017, e ainda se discutia a existência ou não de bruxos em uma sociedade claramente dividida. A ausência de novos ataques e provas concretas eram a base dos que defendiam que aquilo não passava de um ataque terrorista, embora não pudessem explicar a varinha e a forma draconiana das chamas. Aos crentes, os céticos pediam que bruxos lhe fossem apresentados, o que não podiam, de fato, fazer.

Constance Anenberg, uma aluna da sonserina, foi encontrada morta em um beco de Londres na noite de 21 de Junho daquele ano. Havia sido severamente espancada e tinha o rosto desfigurado. Sobre seu rosto, foi encontrado um objeto de madeira partido: Sua varinha. Para as autoridades trouxas, aquele foi um dos muitos crimes corriqueiros acontecidos em uma metrópole. Os bruxos, por outro lado, não entendiam o porquê um membro de sua comunidade havia sido encontrado em um estado de morte tão brutal e, ainda por cima, com a varinha quebrada sobre o corpo. Nos seis dias que se seguiram a este fato, outros dois bruxos foram encontrados mortos em situações similares, embora as causas das mortes fossem um pouco distintas: Um velho de setenta e dois anos havia recebido um tiro de pistola na cabeça, e outro, uma criança de doze anos, teve seu corpo encontrado sob uma ponte com diversas marcas de perfuração em sua região abdominal.

Embora os crimes não fossem correlacionados, era bastante estranho que três bruxos fossem mortos com tamanha brutalidade, mas o ministério da magia, presidido por Caroline Eisenberg, não pôde afirmar que o fato de serem bruxos fosse o atributo chave para aqueles assassinatos. A culpa recaiu, portanto, no alto índice de criminalidade da cidade Londrina, mais violenta a cada dia que passava. Durante os cinco anos que se seguiram, mais vinte e um bruxos foram mortos através de crimes bárbaros, e apesar das suspeitas, jamais puderam predeterminar as verdadeiras razões, uma vez que muitos trouxas, todos os anos, também morriam de forma semelhante. A ausência de quaisquer suspeitos para aqueles crimes brutais também mantinham o ministério da magia em absoluta cegueira.

2022, dia 1º de Setembro. Na estação de King’s Cross, muitos jovens empurram seus malões, sonhando com as novidades que o novo ano apresentará. Em uma das cabines do banheiro feminino da estação, duas mulheres encontram o corpo de uma menina de quatorze anos, trajando vestes muito incomuns para o verão azul daquele ano. Seus olhos foram arrancados, pelas cavidades das orbes o sangue, agora seco, marca o rosto que outrora foi muito bonito. Em sua testa há uma marca recente de ferimento, sob a qual também há sangue ressecado. Na cicatriz que ali se formará, a despeito de sua morte, está escrita uma única palavra: Justiça.

II.
Fora guiada para o elevador assim que entrara no opaco e descascado prédio de inteligência. À primeira vista, a construção simples não oferecia tentação alguma, parecendo mais uma fábrica semiabandonada do que qualquer outra coisa. Ainda havia atividade ali, para justificar a inda e vinda de pessoas por aquela área, mas uma fachada, um negócio superficial. Fábrica de algum produto inútil que ninguém fazia questão de lembrar. Tanto faz.

Quando o elevador finalmente para e as portas se abrem, a elegante mulher de olhar afiado começa a andar em direção à tão conhecida sala de reuniões. Há um homem a seguindo, é claro, de uniforme preto e comunicadores presos em seus ouvidos, a linguagem de códigos que todos os “cachorros” de guarda deveriam saber. Ela não lhe presta atenção; em vez disso, dá um sorriso quando a porta se abre. Ela é recebida por um homem de cabelos grisalhos, que faz questão de se levantar de sua mesa para recebê-la em um abraço. Ele sim era importante.

― Joanne, minha querida ― ele diz, com um verdadeiro sorriso em seu rosto. ― Ou deveria chamá-la de Judith? Afinal, faz anos desde que você adotara esse nome em especial e os frutos de seu árduo trabalho finalmente estão dando resultados! ― continua, casualmente, fazendo um gesto para que ela feche a porta do escritório, o guarda-costas mantendo sua posição, no corredor. ― Venha, sente-se comigo, sei que deve ansiar por uma conversa substancial depois de tanto tempo no meio de aberrações de circo, mas temo que o trabalho seja prioridade nesse momento, infelizmente.

― Não se preocupe, meu caro presidente ― a mulher sorri, sentando em uma das cadeiras da grande mesa de conferência, praticamente vazia. Só havia eles dois naquela sala. ― Estou acostumada ao cotidiano perto de tais criaturas. Cresci dentro de uma dessas famílias, afinal, ainda que eu renegue o sangue que me corre nas veias. Mas não foi para discutir sobre minha linhagem que vim aqui, de certo? ― pergunta, curiosa para saber o motivo pelo qual foi requisitada depois de tanto tempo. Seus relatórios escritos vinham sendo suficientes até então e não havia motivo para que ela ameaçasse o seu disfarce depois de tanto esforço. A menos que... ― Você tiveram sucesso com o andamento da arma, eu presumo? ― Indagou, acostumada a pegar detalhes no ar.

― A primeira fase do programa foi um verdadeiro sucesso ― ele comenta, a coluna descansando no encosto da cadeira, uma expressão satisfeita e relaxada em seu rosto. ― A segunda, no entanto, ainda está em andamento. Agora que o Ministério não está mais investigando os desaparecimentos a fundo, graças à TWA, nós podemos agir mais livremente... A menos que você acredite que ainda há alguma desconfiança por parte da nova Ministra. Ela não estava nos planos, afinal.

― Não, a morte da antiga Ministra não estava nos planos. Pelo contrário, foi um mero caso de oportunismo por parte dos grupos sangue-puros. Eles se aproveitaram da instabilidade criada pela TWA para forjar atentados e tomar o poder. Capturaram e torturaram diversos membros da TWA atrás de respostas sobre a motivação dos atentados, chegaram inclusive a prender o Joshua, pobre patife, depois de alguns dos membros denunciarem seu paradeiro. No entanto, eles nunca chegaram até mim ― ela continua, parando de falar brevemente, servindo-se de uma dose de whiskey. Depois de um gole, diz: ― O primeiro ataque levantou suspeitas, visto que utilizamos armas “trouxas” demais, mas os seguintes levaram os bruxos a uma briga interna, acreditando que na verdade se tratavam apenas de nascidos-trouxas magoados pelo derramamento de sangue durante as “guerras”. Os tolos da TWA serviram ao seu propósito, afinal, mas agora que Smith está em cima deles receio de que seja mais complicado utilizá-los. Eles estão debandando ou sendo mortos pelos puristas, de modo que preferi guardar o restante de nossas forças para uma ocasião mais propícia.

― De certo, eles ainda serão úteis para nós ― o homem pondera, entrelaçando os dedos e apoiando os cotovelos em cima da mesa. ― Não esperávamos que esses “puros” se metessem no meio, mas confesso que eles apenas ajudaram a instaurar ainda mais instabilidade. Alimente isso e deixe que os animais briguem entre si e se distraiam em meio à própria selvageria; em breve eles serão revelados ao mundo e não terão mais onde se esconder. Tudo que precisamos é de um golpe final e, é claro, quebrar o sigilo de forma definitiva.

― Fico feliz em ouvir isso, presidente ― ela sorri. ― Há anos que vamos traçando esse caminho, e é revigorante pensar que estamos tão perto de alcançá-lo. Peço, porém, o máximo possível de cautela para não levantar antigas suspeitas. Criaturas dissimuladas sempre possuem uma carta oculta na manga.

― Meros truques de mágica, minha cara. Ilusões criadas por aqueles que não possuem conhecimento algum e querem se esconder nas sombras de sua ignorância. Me diga, Joanne, o que resta aos mágicos depois que descobrimos seus truques?

― Nada. Eles desaparecem, senhor.

― Isso mesmo ― concorda, com um sorriso satisfeito. ― Por ora, volte ao seu posto. Temos um grand finale à nossa espera.

b. AMBIENTAÇÃO

Estamos no início de novos tempos. Alena Greengrass permanece como diretora de Hogwarts, após Neville Longbottom ter sido enfeitiçado e atacado quase dez estudantes em dezembro de 2022. Após a morte de uma das vítimas, ele foi destituído e agora, presente na diretoria desde janeiro, a Dama de Ferro, como Alena Greengrass é chamada entre os corredores de Hogwarts, está a promover uma política mais rígida e restrita como diretora. À frente do Ministério da Magia, Ada Smith assumiu a posição de Ministra da Magia, após a morte de Caroline Einsberg, executada em um ataque no Beco Diagonal.

Em junho de 2023, treze pessoas foram condenadas pela Suprema Corte Bruxa acusadas de terem ligação com a The White Army, organização que está por trás de diversos ataques contra o mundo bruxo. Há, porém, fortes suspeitas de que o processo dos julgamentos foi afetado por intrigas políticas, jogos de poder, corrupção e pessoas inocentes sendo deliberadamente acusadas. Houveram protestos na porta do Ministério por conta de suas demissões em massa e prisões injustas sendo efetuadas. Harry Potter já não é mais o chefe do Departamento de Aurores, e não tem a mesma boa reputação de antes, enquanto Neville Longbottom, mesmo inocentado do crime em si, não é mais autorizado a trabalhar em Hogwarts ou em qualquer outra escola britânica.

Em setembro de 2023, o Ministério da Magia explodiu, ceifando a vida de aurores, funcionários e medibruxos que estavam no local, resultando em grandes perdas à Sociedade Mágica. Alguns dos mais ilustres heróis da Segunda Guerra Bruxa pereceram durante o atentado, tal como Hermione Granger e Draco Malfoy. A primeira ministra, Ada Smith, foi dada como morta, apesar de seu corpo não ter sido encontrado nos escombros. Contudo, esse não foi o único ataque contra os bruxos naquele mês; dias depois da explosão do Ministério o sigilo caiu, ao ser revelado em um programa de tevê a existência de magia e de criaturas mágicas, tal como um dispositivo capaz de bloquear magia. Foi, então, iniciado um projeto chamado Dragão Vermelho, cuja a intenção é espalhar esses bloqueadores de magia por toda londres. Ainda em andamento, o projeto não conseguiu ser concluído em sua totalidade, mas a região central de Londres já está sob o efeito dos dispositivos, que bloqueiam e desfazem toda e qualquer magia em seu raio de alcance.

A atmosfera é de medo e insegurança. O Beco Diagonal está abandonado desde que trouxas o invadiram e o expuseram para o mundo inteiro ao vivo e em streaming. Bruxos estão deixando as grandes cidades e se refugiando no interior do país e nenhum governo novo foi instaurado desde a suposta morte da Primeira Ministra, de modo que a sociedade bruxa está jogada às traças, sendo cada um por si. As escolas ainda continuam em aula e St. Mungus continua funcionando regularmente, casos de agressão de trouxas à bruxos se tornam cada vez mais frequentes, assim como o oposto.

No mundo trouxa, há agora um grande debate na mídia sobre o posicionando político em relação aos bruxos. Grupos se dividem entre pró e contra bruxaria, os primeiros fazendo protesto em favor da igualdade entre ambos e os últimos pressionando seus governos para aprovarem leis que proíbam a prática de bruxaria em seus países. Alguns até mesmo começaram a pesquisar sobre meios de bloquear magia ou tentam copiar o projeto iniciado pelo Reino Unido, sem sucesso até o momento.

Pode-se dizer que estamos, de certa forma, em um mundo cujas estruturas estão se desfazendo diante de tempos tempestuosos. Porém, às vezes convém mais ser o junco que dobra-se serenamente ao sabor dos ventos do que ser o carvalho que mantém-se em pé, resistente, até que finalmente se parta de vez — para nunca mais retornar à sua integridade.

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